A Petrobras terá de importar a gasolina extra necessária para compensar a redução da mistura de etanol anidro no combustível a partir de outubro. As refinarias estão “no limite da capacidade”, segundo o diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa. A mudança na mistura de etanol na gasolina poderá mais que dobrar a necessidade de importação do derivado de petróleo pelo País.
Para substituir o anidro, o Brasil precisará de 550 mil barris a mais de gasolina por mês, conforme cálculos do Instituto Brasileiro de Infraestrutura (CBIE). Neste ano, a Petrobras importou em média 400 mil barris por mês. Para Costa, outras distribuidoras de combustíveis deveriam importar mais gasolina para dar conta do aumento das necessidades do produto a partir de outubro. As distribuidoras de combustíveis, que também fazem a mistura de álcool na gasolina, a exemplo da BR, da Petrobras, têm respaldo legal para importar combustíveis, desde que sejam autorizadas pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).
Fonte: Jornal do Comércio
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segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Gasolina será importada para substituir etanol
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terça-feira, 30 de agosto de 2011
Governo reduz álcool na gasolina
Na última segunda-feira, a Petrobras Biocombustível inaugurou uma nova usina de etanol em SP. Foram investidos R$ 30,8 milhões na construção da destilaria que tem capacidade para produzir 500 mil litros de etanol por dia, o que corresponde a 110 milhões de litros por ano. Por outro lado, governo tenta driblar possível descompasso entre oferta e demanda:
Fonte: Estadão, Economia - Karla Mendes.
O governo vai reduzir de 25% para 20% a proporção da mistura de álcool anidro na gasolina a partir de 1.º de outubro. O anúncio foi feito ontem pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, depois de uma reunião com a presidente Dilma Rousseff. "Nós temos que garantir o abastecimento olhando para este ano e olhando para o próximo ano também porque verificamos que a safra do próximo ano não será muito melhor do que a atual. Então temos que tomar providência desde logo", justificou Lobão.
O novo porcentual da mistura de álcool na gasolina valerá por tempo "indeterminado", segundo o ministro. "Depois calibraremos, verificando a resolução, no momento em que acharmos que há segurança para suspendermos", afirmou. Além dessa medida de "segurança" contra desabastecimento do mercado e para inibir preços abusivos, Lobão ressaltou que medidas complementares já anunciadas, como o financiamento da estocagem, também serão adotadas.
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