O Rio de Janeiro se converteu em um polo de atração de investimentos e passou a ser a unidade da Federação que mais receberá recursos nacionais e estrangeiros nos próximos anos. De um total de USD 268,8 bilhões anunciados para o Brasil em 2010, o Rio recebeu USD 18,45 bilhões, saindo da 3 posição em 2009 e indo para a 1 no ano seguinte, segundo o Relatório de Anúncios de Projetos de Investimentos (Renai) de 2010, elaborado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), ao qual O GLOBO teve acesso. O estado passou à frente de Minas Gerais e São Paulo, que receberam, respectivamente, USD 10,6 bilhões e USD 10,4 bilhões.
A locomotiva desses investimentos bilionários é o petróleo na camada do pré-sal e o que a descoberta representa em termos de formação de cadeias de fornecedores dos mais variados segmentos da economia, como construção naval e siderurgia. Os americanos são os maiores investidores estrangeiros, com projetos específicos e em parceria com empresas brasileiras. Atualmente, há projetos espalhados por todo o estado. Em São João da Barra, no Norte Fluminense, destacam-se a construção de uma usina para a produção de placas de aço pela Ternium, no valor de US$ 6 bilhões, além da construção do Superporto do Açu, que vai consumir outros R$ 3,4 bilhões. Em Angra dos Reis, a Technip destina R$ 700 milhões na ampliação do porto da cidade.
Leia mais em: NN A Mídia do Petróleo
Fonte: O Globo, Economia
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segunda-feira, 12 de setembro de 2011
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
O boom do jornal impresso
Sempre que um novo meio de comunicação aparece, automaticamente decreta-se o fim de um tipo de mídia anterior. Foi assim quando o império das comunicações era ditado pelos jornais impressos e se viu ameaçado pela chegada de um novo tipo de meio – o rádio. Até então, a tendência era saber das notícias com no mínimo dois ou três dias de distância do acontecimento. Com a chegada da internet e logo depois com as mídias sociais, os jovens com certeza iam aderir a tecnologia, e com o tempo o jornal impresso iria sumir das bancas nas esquinas de nossas casas. Mas semana passada, uma pesquisa mostrou que não é bem assim.
Segundo o Instituo Verificador de Circulação (IVC), no primeiro semestre de 2011 a circulação auditada de jornais no Brasil foi recorde: 4,4 milhões de exemplares diários. O jornal de maior circulação no país é a Folha de S.Paulo, que registrou alta de 5% no período e publica em média 306 mil exemplares por dia. Na sequência aparecem o jornal Super Notícia (302 mil), O Globo (264 mil), O Estado de S.Paulo (253 mil) e o Extra (236 mil). Considerando também os jornais não auditados (o Brasil tem 652 jornais diários), a estimativa é que sejam mais de 8 milhões de exemplares de jornal por dia.
Como se estima que cada jornal é lido por cerca de quatro pessoas, são mais de 32 milhões de leitores diários no Brasil. De 2004 ao primeiro semestre de 2011, a circulação de jornais cresceu 32,7%. No relatório divulgado, foi considerada toda a circulação paga verificada pelo Instituto. O órgão sem fins lucrativos fornece dados sobre tráfego na internet e circulação de meios impressos. É formado por anunciantes, agências de propaganda e editores. Diários com preço de capa até 99 centavos foram os que mais venderam, com aumento de 12,9%. Em seguida, com 5,1%, cresceu a venda de exemplares avulsos. Além disso, as assinaturas de jornais também foram valorizadas em cerca de 3%.
Fonte: Redação NN - Rodrigo Leitão
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