quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Hoje ressalto uma interessante entrevista  da seção  5X Petróleo realizada  com a Sonia Agel, do escritório Schmidt, Valois, Miranda, Ferreira & Agel - Advogados. Ex-Procuradora Geral da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a especialista fala sobre temas polêmicos do setor petrolífero, como a 11ª Rodada de Licitações e a questão dos royalties.



1X) A realização da 11ª rodada de Licitações de Áreas da ANP está na dependência da aprovação presidencial e pode não haver tempo hábil para que ela aconteça ainda em 2011. A senhora acha que há prejuízo para o setor e para a agência caso a rodada fique para 2012?

A interrupção das rodadas de licitações patrocinadas pela ANP, com sucesso durante 10 anos, traz prejuízos não somente para o setor mas também para o País, seja pelo adiamento da esperada auto suficiência do petróleo, como da limitação dos recursos advindos das participações governamentais além da possibilidade de ampliação do mercado de trabalho. Ademais, acredito que essa interrupção possa fazer com que o portfólio das empresas passe a focar outros países produtores, como por exemplo, a Africa.

2X) O setor petrolífero nacional está acolhenco cada vez mais empresas locais como HRT, Queiroz Galvão e OGX. Qual a sua expectativa para a 11ª rodada, com relação à possível participação de petrolíferas brasileiras nos leilões?
Pelo interesse já demonstrado por inúmeras empresas nacionais e estrangeiras, acredito que a 11ª Rodada seria um sucesso. Pelo perfil das áreas que, segundo divulgado na mídia, seriam oferecidas, uma grande parte das empresas participantes seria de médio porte, nacionais ou estrangeiras.

3X) Como se dá o processo dos leilões da AN, durante sua realização, ou seja, como funciona a disputa no dia da licitação? O mecanismo é o mesmo de um leilão comum ou há alguma especificidade?

O leilão de blocos obedece um procedimento próprio conforme previsto na Lei do Petróleo e na regulamentação expedida pela própria ANP. Até a 10ª Rodada, a oferta para os diferentes blocos era composto de um Bônus de Assinatura mais um comprometimento com um Programa Exploratório Mínimo e um também comprometimento com um percentual de conteúdo local nas operações de exploração e produção. Cada um desses três itens possui um peso que ao final, combinados, indicam o vencedor com a melhor oferta. Não há como afirmar se essa regra será mantida na 11ª Rodada, caso aconteça.

4X) Com relação à disputa pelos royalties do petróleo, qual a sua opinião sobre os modelos de concessão e partilha? Qual deles se adapta melhor à realidade do setor petrolífero brasileiro e por que?
O modelo de  concessão mostrou ser o modelo adequado para atrair a entrada de novos agentes a exemplo dos países mais desenvolvidos tais quais Estados Unidos, Canadá, Noruega, Dinamarca, Holanda, Austrália, Nova Zelândia, Argentina, Venezuela e Arábia Saudita, dentre outros, que o adotam. Segundo esse modelo,  as reservas de óleo e gás contidas no subsolo constituem propriedade do Estado, o qual permite que empresas nacionais e estrangeiras, possam explorá-las, por sua conta e risco, isoladamente ou em consórcio com outras empresas, sob a regência das condições e prazos previstos no contrato e mediante a compensação obrigatória ao Estado através do pagamento das Participações Governamentais.

O Contrato de Partilha da Produção adotado nos países como Indonésia, Malásia, China, Índia, Paquistão, Yemen, Omã, Síria, Egito, Líbia, Nigéria, Angola, Curdistão, Cazaquistão, dentre outros, tem como principal característica a divisão, entre a União e a empresa contratada, do petróleo e gás natural extraídos de uma determinada área exploratória. O modelo adotado no Brasil, que tem a PPSA como participante obrigatória, juntamente com a Petrobras, em todos os contratos de partilha firmados, é uma grande incógnita quanto a sua eficácia e segurança jurídica.

5X) Qual a sua opinião a respeito da Medida Provisória que deu à ANP poder de regular o mercado de etanol? É positivo para o setor?
Em tese, o fato da ANP regular o mercado de etanol é positivo na medida que se trata de um combustível e, portanto sujeito à regulação como os demais. No entanto, a cadeia de etanol envolve outras entidades representativas cujos interesses podem gerar uma superposição de procedimentos burocráticos que inviabilizarão o mercado de etanol, já que, como uma commodity deve se submeter a um mínimo regramento.

Fonte: NN A Mídia do Petróleo

terça-feira, 13 de setembro de 2011

11 de setembro

As atenções foram voltadas, durante a semana passada, para a queda das Torres Gêmeas, há 10 anos atrás, no dia 11 de setembro. Histórias foram recontada, teorias reanalisadas e imagens, principalmente, imagens do dia, do dia anterior, dos dias que se passaram nestes 10 anos tomaram os veículos de mídia, do impresso ao digital. No NN, o foco desta cobertura não poderia ser outro. A redação preparou uma pequena, porém valiosa matéria sobre as mudanças na Economia da indústria do petróleo dez anos após o atentado. Não deixe de comentar no fim da página.

Mercado econômico se transforma após os atentados de 11 de setembro
Fonte: NN - Redação.

Marco histórico  A dez anos atrás o preço do petróleo tipo Brent estava em US$ 28 o barril, a economia dos Estado Unidos encontrava-se aquecida e possuía boas perspectivas para o ano de 2002. Após o atentado terrorista comandado por Osama Bin Laden, no World Trade Center e no Pentágono em Nova York, no fatídico 11 de setembro de 2011. Dez anos depois, o líder da Al Qaeda foi morto por integrantes das forças especiais da marinha americana, deixando rastro de 2.977 mil mortos e  diversas reviravoltas que marcaram o declínio da superpotência mundial.

Decadência  Uma década depois, o preço do petróleo aproxima-se dos US$ 115 o barril, os EUA deverão possuir déficit fiscal de US$ 1,58 trilhão em 2011, segundo o jornal Valor Econômico, e a economia está com problemas graves após crise mundial instalada em 2008. O rebaixamento da avaliação de crédito americana pela empresa Standard & Poors confirma a constante queda dos Estados Unidos como referência econômica.

Amenizada  A forte repressão ao Oriente Médio evitou que os Estados Unidos sofressem outro atentado terrorista em seu país. O terror também atingiu Bali (2002), Madri (2004) e Londres (2005) quando sofreram seus respectivos ataques em proporções menores comparado ao dos americanos. A Al Qaeda (organização fundamentalista islâmica) perdeu força política, mas não foi integralmente eliminada.

Ásia  Com a decadência americana após o atentado de 11 de setembro de 2001 a participação do mercado econômico asiático evolui crescendo em 16% seu poder de compra comparado ao início da década de 80. As ações asiáticas correspondem atualmente  por 31% da capitalização do mercado global, a frente da Europa, com 25%, e muito próximo dos EUA, que é de 32%, de acordo com o jornal Valor Econômico. No ano passado a China ultrapassou a Alemanha, conquistando o posto de maior país exportador do mundo em valor de mercado.

B-Reading®


O que você achou desta organização do texto, assim em "blocos". Notou a diferença? Gostou? Prefere a disposição tradicional? Deixe sua opinião aqui em baixo.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Um Rio de negócios

O Rio de Janeiro se converteu em um polo de atração de investimentos e passou a ser a unidade da Federação que mais receberá recursos nacionais e estrangeiros nos próximos anos. De um total de USD 268,8 bilhões anunciados para o Brasil em 2010, o Rio recebeu USD 18,45 bilhões, saindo da 3 posição em 2009 e indo para a 1 no ano seguinte, segundo o Relatório de Anúncios de Projetos de Investimentos (Renai) de 2010, elaborado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), ao qual O GLOBO teve acesso. O estado passou à frente de Minas Gerais e São Paulo, que receberam, respectivamente, USD 10,6 bilhões e USD 10,4 bilhões.

A locomotiva desses investimentos bilionários é o petróleo na camada do pré-sal e o que a descoberta representa em termos de formação de cadeias de fornecedores dos mais variados segmentos da economia, como construção naval e siderurgia. Os americanos são os maiores investidores estrangeiros, com projetos específicos e em parceria com empresas brasileiras. Atualmente, há projetos espalhados por todo o estado. Em São João da Barra, no Norte Fluminense, destacam-se a construção de uma usina para a produção de placas de aço pela Ternium, no valor de US$ 6 bilhões, além da construção do Superporto do Açu, que vai consumir outros R$ 3,4 bilhões.  Em Angra dos Reis, a Technip destina R$ 700 milhões na ampliação do porto da cidade.
 Leia mais em: NN A Mídia do Petróleo
Fonte: O Globo, Economia

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Recorde não supre expectativas do mercado. Eles querem mais liquidez.

Bom dia! Hoje trago aqui uma matéria sobre as vozes que ecoaram no mercado financeiro depois da divulgação de resultados das gigantes Petrobras e Vale. É interessante notar que as empresas mais lucrativas no Brasil durante o período não atenderam a expectativa de alguns analistas - eles apontam a falta de liquidez, ou o tempo e custo das transações, como principal causa do desalento.

E mais, o NN usou um outro formato para organizar a mensagem desta matéria. Após a leitura, peço que deixem seus comentários no fim da página com suas opiniões sobre a esta forma de organizar a informação.

Petrobras e Vale ficam abaixo do esperado no mercado financeiro
Fonte: NN - Adriano Nascimento. Postado em 09.09.2011, 10:30 am


Decepção   Os lucros líquidos da Petrobras e Vale no primeiro semestre as credenciaram como as brasileiras mais lucrativas deste ano, atingindo a marca de R$ 21,928 bilhões e 21,566 bilhões respectivamente. Esta evolução foi recorde comparada com o mesmo período do ano passado. Entretanto, os resultados apesar de apresentarem crescimento, ficaram abaixo da expectativa dos analistas do mercado de bolsa de valores, em função dos custos e despesas operacionais atribuídas.

Comparação  Segundo fontes do mercado financeiro, o resultado obtido pela Vale foi melhor do que o da Petrobras em função do elevado preço do minério no mercado internacional e dos maiores volumes vendido no período. No caso da estatal, os custos de exploração e de refino atrapalharam a rentabilidade, assim como a defasagem dos preços da gasolina, que pressionaram as margens da empresa . A questão política vivida pela a Petrobras também foi levada em consideração, uma vez que os reajustes de combustíveis não seguem um padrão como no mercado internacional, sendo, no caso brasileiro uma decisão política do governo.

Pretensões 
 De acordo com analistas financeiros, as perspectivas para a Petrobras e Vale divergem, apresentando um cenário mais favorável para a mineradora em função de melhores fundamentos para o setor no qual atua.  “A forte demanda da China vem sustentando os preços do minério em níveis elevados e vem garantido volumes crescentes de venda de minério da Vale” , explicou um profissional do mercado, que prefere não ser identificado.


Dúvidas  Em relação à Petrobras, seus fundamentos são mais complexos em função dos elevados investimentos programados para os próximos anos, sendo que seus resultados terão impacto nos lucros futuros da estatal a longo prazo. Essa situação entre investimentos e retorno financeiro para a empresa tornam suas pretensões no mercado financeiro mais arriscadas e desafiadoras.


E ai, o que vocês acharam? Comente logo ali embaixo.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Petrobrás vai a Europa mostrar o que aprendeu até agora


Pré-sal é tema da Offshore Europe 2011

Fonte: NN - Redação.

A Petrobras participou da SPE Offshore Europe Exhibition and Conference 2011, nessa quarta-feira (7/9), em uma sessão de apresentações voltada para a discussão de “desafios e soluções tecnológicas para o desenvolvimento dos campos do pré-sal em águas ultraprofundas na Bacia de Santos”.
Executivos da Companhia abordaram temas como os obstáculos de tecnologia de reservatório que surgem durante o trabalho nos campos do pré-sal, injeção de água, projetos de pesquisa e desenvolvimento, caracterização e modelo de fluxo de fluidos de reservatórios para os campos do pré-sal, além de captura, armazenamento e transporte de CO2.
Os palestrantes destacaram a importância de "curvas de experiência nos poços de desenvolvimento de produção no pólo do pré-sal na Bacia de Santos". Para poder produzir a Petrobras está mapeando suas experiências e aprendendo com elas visando as etapas de produção no pré-sal a serem implementadas ao longo de um período de tempo de 20 a 30 anos, que também envolverão repetidos testes.” Um dos objetivos dos testes é estimar a curva de experiência das despesas de capital do pré-sal e estabelecer os processos internos necessários para otimizar as despesas no pré-sal.
À tarde, durante a sessão Deep Water Zone da Offshore Europe 2011 foram discutidos temas relacionados às tecnologias de mapeamento, riscos oceânicos e geológicos para a perfuração de petróleo e gás e a história e desenvolvimento Reino Unido no oceano Atlântico. Nolan Maia Dehler, engenheiro de petróleo da Petrobras, falou sobre a estrutura da crosta e do manto do rift no Atlântico sul e como a Petrobras foi capaz de obter informações sobre a área
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Presença na Niteroi Naval Offshore


Smart Express na NNO

Fonte: NN - Redação


Realizada entre os dias 7 e 10 de novembro no Caminho Niemeyer, em Niterói (RJ), a Niterói Naval Offshore (NNO) promete movimentar o setor naval da cidade onde essa indústria começou, com o Estaleiro Mauá. “A NNO 2011 é uma oportunidade em que o empresário especializado poderá expor os seus produtos e serviços a uma gama bastante ampla de visitantes empresariais, profissionais e administradores”, explica Pedro Thadeu Silva, presidente do Instituto de Tecnologia Aplicada a Energia e Sustentabilidade Socioambiental (ITAESA), que organiza a feira, ressaltando as possibilidades de negócios no evento.
A Smart Express®, empresa de remessas expressas do Grupo Nicomex, também estará presente na NNO, demonstrando para as companhias e visitantes as vantagens do serviço de importação e exportação de peças e equipamentos em tempo reduzido – 24 horas – no setor offshore. “A feira é um momento único para apresentarmos nossos serviços e, também, verificarmos a indústria, saber quais as novas tendências e demandas”, ressalta o Diretor do grupo, Gilberto Castro.
Confira outras notícias na editoria de petróleo do NN: http://euleionn.com.br/noticias/petroleo 

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Pré-sal: Cabral tenta consenso para royalties

O governador do Rio de Janeiro, Sergio Cabral, propôs ontem ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, elevar em 30% as participações especiais, cobradas pelo governo das empresas que exploram campos altamente produtivos. Ele explicou que essa fórmula agradaria aos Estados produtores e aos não produtores de petróleo, evitando um impasse na negociação. Governadores correm contra o tempo para chegar a um consenso sobre a divisão dos royalties do petróleo do pré-sal.

Cabral disse que sua proposta evitaria perda de arrecadação da União e dos Estados produtores, como o Rio e Espírito Santo, e beneficiaria os Estados e municípios não produtores de petróleo com uma receita adicional de R$ 3 bilhões. O custo da medida recairia sobre as empresas de petróleo, como a Petrobrás. Por isso, a ideia não agrada ao Executivo federal. Na área técnica, o argumento é que o aumento do custo poderia prejudicar os investimentos da petrolífera. Mantega, segundo Cabral, avaliará a proposta.
Fonte:Estadão, Economia - Renata Veríssimo
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segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Gasolina será importada para substituir etanol

A Petrobras terá de importar a gasolina extra necessária para compensar a redução da mistura de etanol anidro no combustível a partir de outubro. As refinarias estão “no limite da capacidade”, segundo o diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa. A mudança na mistura de etanol na gasolina poderá mais que dobrar a necessidade de importação do derivado de petróleo pelo País.

Para substituir o anidro, o Brasil precisará de 550 mil barris a mais de gasolina por mês, conforme cálculos do Instituto Brasileiro de Infraestrutura (CBIE). Neste ano, a Petrobras importou em média 400 mil barris por mês. Para Costa, outras distribuidoras de combustíveis deveriam importar mais gasolina para dar conta do aumento das necessidades do produto a partir de outubro. As distribuidoras de combustíveis, que também fazem a mistura de álcool na gasolina, a exemplo da BR, da Petrobras, têm respaldo legal para importar combustíveis, desde que sejam autorizadas pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).
Fonte: Jornal do Comércio

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sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Produção de gás no pré-sal começa na próxima semana

O diretor de Exploração e Produção da Petrobras, Guilherme Estrella revelou, na manhã de ontem, que a produção de gás no pré-sal deve começar já na próxima semana. “É um fato histórico”, avaliou, durante palestra que abriu seminário sobre o desenvolvimento da cadeia de fornecedores de petróleo e gás, realizado na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio de Janeiro.

“Acabo de receber a notícia de que o gasoduto que liga o campo de Lula à plataforma de Mexilhão já está sendo pressurizado e, na próxima semana, devemos ter o primeiro gás do pré-sal no mercado brasileiro”, revelou o diretor. Ele ressaltou o crescimento da produção previsto para os próximos anos. Hoje, a Petrobras produz 2,5 milhões de barris de óleo equivalente por dia (óleo e gás) no Brasil e no exterior e a previsão é chegar a 3,7 milhões em 2015 e 6 milhões de bpd em 2020.
Fonte: Redação NN
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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Entrevista com Marcos Almeida - geofísica em pauta

5x Petróleo - Marcos Almeida

A 5X Petróleo dessa semana é com o presidente do conselho e CEO da GeoQuasar STTG, Marcos de Almeida, que fala sobre a importância da geofísica e das inovações tecnológicas frente ao desenvolvimento do setor de Óleo & Gás no Brasil.

1) Com o desenvolvimento do setor petrolífero no Brasil, a demanda por serviços de Geofísica tende a aumentar cada vez mais. Quais as expectativas da GeoQuasar SSTG para o mercado brasileiro, com relação à sua atuação junto à industria de Óleo e Gás?

Como as rodadas da ANP têm demorado, os investimentos têm fomentado um grande número de farm-in. Isso tem criado uma necessidade grande nesse mercado. Com a autorização do governo, a partir da 11º rodada, com certeza haverá um aumento ainda maior nas atividades de funções sísmicas de 2D e 3D, tanto onshore como offshore.

Para se ter uma idéia, se olharmos o Plano de Negócios da Petrobras, nós vamos ver que a empresa pretende investir em média USD 2 bilhões por ano só em aquisição sísmica. Além disso, existem outras empresas privadas, secundárias como a HRT, com seus investimentos milionários, assim como a OGX e Queiroz Galvão, que estão atuando fortemente nesse setor.

2) O presidente da Petrobras, Jose Sérgio Gabrielli, destacou que a companhia vem sistematicamente obtendo reduções de seu custo de perfuração na área do pré-sal. Qual o objetivo da pesquisa geofísica em geral e os novos desafios que esta fronteira, especificamente, apresenta?

Nós temos que analisar quais são os ativos mais importantes que uma empresa de petróleo tem. Primeiro lugar o pessoal, que corresponde ao capital intelectual. Se fizer uma pesquisa com todas as empresas a maioria vai falar a mesma coisa. O maior investimento, o maior ativo é o capital intelectual. O segundo maior investimento que eles têm são em dados. Então a GeoQuasar é uma empresa que faz aquisição de dados. Como empresa de geofísica, o objetivo é de aumentar a qualidade desses dados. A Petrobras está com grandes investimentos nessa área, sendo pioneira, tendo as melhores tecnologias ao redor do mundo.

Além do processo de aquisição, que é muito importante, existe também toda a sequência de processamento geofísico, depois vem a questão da análise, porque uma vez que e adquiriu todos os dados , fez o processamento geofísico dos dados, você tem a parte da análise. Existem novas ferramentas, que vem surgindo no mercado. Nós somos representantes de uma dessas empresas que tem uma ferramenta de análises muito interessante, que ajuda entender por exemplo, no caso específico do pré-sal, as fraturas nos carbonatos que estão no área. Então na medida que você vai fazendo as perfurações mais próximas das fraturas, você aumenta a perspectiva de produzir mais.

3) Quais são os principais métodos usados na prospecção geofísica de petróleo e gás?

A geofísica tem mais de cem anos de uma ciência que vem se desenvolvendo. Os métodos principais são os de geofísicas potenciais, como graviometria, tem os métodos convencionais de sísmica, ou seja, a parte de aquisição sísmica 2D, 3D, 4D, sistema de monitoramento do reservatório para entender como ele está se desenvolvendo à medida que faz perfuração e extração. Além disso, há o processo geofísico que consiste em estudos mais avançados como inversão, estudos de atributos sísmicos avançados da parte de análise.

4) O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, disse na semana passada, que as empresas precisam inovar. Hoje, no Brasil, o setor de geofísica, é impactado por atualizações tecnológicas constantes e pela questão da inovação? Qual a importância dessas novas tecnologias?

Inovação sempre foi uma constante na geofísica. Desde os métodos analógicos, digitais, a fabricação de instrumentos de aquisição sísmica, as novas tecnologias, a eletrônica, a microeletrônica, sistemas de fibra ótica e etc. Antigamente era tudo hardware, hoje em dia é software. A maioria das tecnologias tem um grande desenvolvimento na parte do software, mesmo as tecnologias nanoeletrônicas são comandadas por softwares.

5) Em seu Plano de Negócios 2011-2015, a Petrobras espera capacitar mais de 17 mil novos engenheiros, geofísicos, geólogos e etc. O mercado para este campo está em crescimento, sobretudo para aqueles que desejam trabalhar no ramo petrolífero. Hoje, o número de profissionais nesse setor atende a demanda ou o déficit é muito grande?

Há muitos anos a indústria de petróleo e gás não crescia nesse ritmo. Em primeiro lugar, temos o país relativamente jovem, no que se refere a esse setor. Começamos com as primeiras universidades que pegaram os engenheiros agrônomos, depois tivemos a criação de universidades de geofísicas . Então como a indústria não vinha crescendo nesse ritmo acelerado, existe um gargalo nesse período. Os profissionais que já passaram do seu período de indústria, aposentados, estão voltando para agora, e estão ajudando a fazer uma ponte nesse GAP que existe com os jovens agora.

É comum no Brasil e no resto do mundo, você pegar um profissional que tenha 30 anos de experiência, rodeado por um grupo de nove a dez profissionais relativamente jovens. A indústria foi se ajustando nessa área, e hoje esse profissional mais experiente já está trabalhando em empresas privadas com contratos de prestação de serviços, em tempo integral. A indústria está em ritmo acelerado por causa do preço do petróleo, e sempre irá existir grandes ciclos.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Etanol no centro das atenções

Primeiro foi a queda na safra, depois as notícias sobre maior alta de preço dos últimos oito anos, expectativa de quintuplicação das importações e avanços sucessivos da Petrobras em direção ao mercado de etanol brasileiro puxaram o combustível para o centro das atenções nesta semana. Os principais destaques de hoje, você lê na Newsletter NN desta terça-feira. Aqui, preferi trazer a tentativa do Governo Federal de garantir a rentabilidade da cana direcionada à produção de etanol e, mais uma vez, a entrada em cena do BNDES aliviando gargalos na indústria:

Folha, Mercado - Ana Carolina Oliveira, Sofia Fernandes
Com o objetivo de estimular a produção de etanol e evitar a falta do combustível, o governo deverá anunciar nos próximos dias a redução de tributos para as indústrias produtoras de álcool. Segundo o secretário de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Manoel Bertone, haverá a redução de PIS/Cofins na venda de cana destinada somente para a produção de etanol. Essa medida já vale para as empresas de cana produtoras de açúcar, disse ele. O governo também vai abrir linha de financiamento para renovação e para novas áreas de cultivo de cana.
Segundo Bertone, esse financiamento terá taxas de juros mais baixas. Para financiar a estocagem, a taxa de juros será de 7% ao ano e os recursos serão do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e do Banco do Brasil. A Folha apurou que, para liberar o crédito, o governo exigirá das empresas contrapartidas no sentido de reduzir custos e modernizar a produção da cana. A tendência é que os produtores assinem um termo de compromisso assegurando que irão investir mais em modernização das lavouras, otimizando o processo de plantio, fertilização e colheita. O diagnóstico do governo é de que as lavouras brasileiras estão tecnologicamente defasadas, precisam reduzir custos e melhorar a qualidade da cana plantada.
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terça-feira, 30 de agosto de 2011

Governo reduz álcool na gasolina

Na última segunda-feira, a Petrobras Biocombustível inaugurou uma nova usina de etanol em SP. Foram investidos R$ 30,8 milhões na construção da destilaria que tem capacidade para produzir 500 mil litros de etanol por dia, o que corresponde a 110 milhões de litros por ano. Por outro lado, governo tenta driblar possível descompasso entre oferta e demanda:
 


O governo vai reduzir de 25% para 20% a proporção da mistura de álcool anidro na gasolina a partir de 1.º de outubro. O anúncio foi feito ontem pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, depois de uma reunião com a presidente Dilma Rousseff. "Nós temos que garantir o abastecimento olhando para este ano e olhando para o próximo ano também porque verificamos que a safra do próximo ano não será muito melhor do que a atual. Então temos que tomar providência desde logo", justificou Lobão.
O novo porcentual da mistura de álcool na gasolina valerá por tempo "indeterminado", segundo o ministro. "Depois calibraremos, verificando a resolução, no momento em que acharmos que há segurança para suspendermos", afirmou. Além dessa medida de "segurança" contra desabastecimento do mercado e para inibir preços abusivos, Lobão ressaltou que medidas complementares já anunciadas, como o financiamento da estocagem, também serão adotadas.

Outras notícias relevantes do dia: Newsletter NN

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Setor petrolífero discute Repetro ADE-DIANA



Foi realizado nesta sexta-feira, no Centro de Treinamento do NN (CTNN) o curso Repetro com foco na habilitação ADE – DIANA, ministrado pelo auditor fiscal da Receita Federal do Brasil, Pedro Thiago. O treinamento contou com a presença de 23 profissionais de diferentes empresas que atuam no setor petrolífero.

“O repetro é o regime aduaneiro especial que beneficia bens empregados na atividade de exploração e produção de petróleo. Possibilita a exportação ou importação desses bens com a suspensão do pagamento de tributos”, explica o auditor. Segundo ele, trata-se de um regime muito utilizado pelas empresas que prestam serviços às concessionárias da ANP.

Com uma linguagem prática, o curso mostrou às pessoas os procedimentos previstos na legislação e também algumas exigências por parte da DIANA - Divisão de Administração Aduaneira, um setor da superintendência do Rio de Janeiro, responsável por analisar os contratos e conceder habilitação - que necessariamente não estão previstas nas normas.

Analista de contratação de bens e serviços da OGX, Abílio Andrade, aprovou o curso e a clareza na transmissão dos conhecimentos do auditor Pedro Thiago. “Foi válido. Vai ajudar bastante no dia-a-dia, considerando que temos processos de importação que caem na história do repetro", diz ele.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Entrevista com Moreira Franco




A 5x Petróleo desta semana é com o Ministro Chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Moreira Franco, durante viagem ao Rio de Janeiro, onde participou do seminário “Caminhos da Qualificação Técnica e Profissional no Brasil”, promovido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA).

1X) Qual a visão do senhor, como integrante do governo, em relação às perspectivas de qualificação profissional no setor de petróleo e gás?
 
 Creio que está bem, nesta área não há dificuldade. Queríamos ter, para o trabalhador de um ou dois salários mínimos, o mesmo empenho, recursos, a mesma preocupação que se tem com a área de petróleo e gás, um setor de ponta tratado na economia, sobretudo depois do pré-sal, como a grande esperança para o futuro do Brasil. Isso gera um ambiente de preocupação, de busca de novas tecnologias - uma tradição da Petrobras.

O que nós queremos é criar este mesmo ambiente para a parcela trabalhadora que ganha de um a dois salários. Existem dificuldades porque não há ainda no Brasil programas que sirvam para qualificação da mão de obra formal, ocupada com esse padrão de salário. Criar isso, incorporando à empresa, gera um ambiente de facilidades para se incorporar novas tecnologias, melhora a produtividade e qualidade da mão de obra. Assim você cria no Brasil um mecanismo de combate a inflação.

2X) Como a qualificação profissional ajudaria no combate à inflação?
Há muitos anos é sempre a mesma política: achar que se combate a inflação deprimindo o consumo. Isso parece a experiência que se vivia no passado em termos de desenvolvimento econômico brasileiro. A teoria que predominava é que você precisava crescer para depois dividir. Felizmente, quando ganha a eleição, o presidente Lula consegue criar um ambiente político e mudar esta orientação de política econômica. Começou a partir do pressuposto de que era possível crescer e distribuir renda. E o resultado foi extremamente positivo. Eu acho que do ponto de vista do combate à inflação, já está na hora de repensar esta receita de inibir o consumo, aumentando juros. Vamos pensar que é possível também investir para melhorar a produtividade. É preciso qualificar, criar um ambiente propício à incorporação de tecnologias novas.

3X) Esta prática vigente de combate a inflação acaba então prejudicando mais esta parcela da população que ganha entre um e dois salários mínimos?
É exatamente isso. Sobretudo essa nova classe média que é um grande patrimônio de esperança para que nós possamos ser a quinta economia do mundo. Obrigatoriamente precisamos de uma classe média sólida, permanente. Não existe sociedade rica sem classe média sólida e permanente. Nós precisamos cuidar disso. Na Secretaria de Assuntos Estratégicos, estamos dedicados a compreender mais esse segmento: saber quem é, o que pensa, que valores e esperanças têm.
Os dados que temos são muito expressivos, mas precisamos aprofundar ainda mais, com o objetivo de ter uma atitude preventiva e não ficar, como no passado, correndo atrás do prejuízo - se tivermos uma situação econômica internacional difícil e ela repercutir no Brasil, nós temos que estar preparados com desenhos de políticas publicas para evitar que a nova classe média perca a mobilidade social que conviveu nos últimos oito ou dez anos e, sobretudo, garantir que não retorne a situação de pobreza anterior.

4X) Para o setor de Petróleo e Gás absorver esta nova classe média, onde está qualificação profissional? Na indústria ou no ensino técnico?
A qualificação deve estar em todo lugar. E quando a gente discute a necessidade de uma política para os trabalhadores ocupados com um ou dois salários, que tem uma mobilidade muito grande, é exatamente porque entendemos que a qualificação profissional é um instrumento para melhorar a qualidade humana. O ambiente dentro da empresa é importante, o ambiente na sociedade, a oferta permanente de possibilidades de cursos que falem muito mais ao interesse das pessoas do que a obrigatoriedade de poucas alternativas.
Temos que começar a criar uma sociedade na qual existam amplas oportunidades, não só democráticas e de acesso a todos, mas diversidade de oportunidades. Você precisa estimular em cada pessoa o seu talento para que ela possa produzir mais, se realizar mais e ter mais felicidade. Estas questões são básicas e estão presentes não só no esforço de qualificação e de incorporação de tecnologia para o setor de petróleo e gás, mas para o sistema produtivo brasileiro.

5X) Em longo prazo não fica difícil a manutenção do ensino técnico nas escolas? Não fica difícil amortizar estes investimentos?
Eu acho que não. Nós precisamos criar no Brasil um ambiente institucional que estimule a qualificação, o empreendedorismo; que estimule a criatividade. Eu cito sempre o exemplo deste jovem americano que criou o Facebook: se ele vivesse no Brasil, ele perderia a namorada e não criaria a empresa. Aqui, quem é criativo e têm boas notas, as meninas tendem a achar que é um chato, não valorizam (risos). Agora, fora da parte afetiva, o ambiente social não estimula o empreendedor, o risco da inovação não está ainda incorporado em nosso ambiente institucional.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Petrobras atribui queda na produção ao aumento na fiscalização

A Petrobras divulgou ontem os dados da produção referentes a julho. De acordo com os números, a produção de petróleo da estatal no Brasil, de 1,968 milhão de barris diários apresentou queda de 3,8% frente ao mês anterior, o que configura o menor nível desde outubro de 2010. Já a produção de gás natural teve aumento de 8% em relação a julho do ano passado. Considerando a produção de óleo e gás, a Petrobras gerou 2,325 milhões de barris de óleo equivalentes por dia (boed), registrando uma queda de 3,5% em comparação a junho.

A Petrobras justificou a diminuição da produção como "consequência de um programa de manutenções em plataformas na Bacia de Campos". Já o presidente da estatal, afirmou que a queda se explica pelo aumento do nível de exigência oriundo das fiscalizações da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Ministério do Trabalho e Marinha. Esse fato, segundo o executivo, interrompeu a atividade de algumas plataformas no período. Entretanto, Gabrielli disse acreditar que a companhia irá atingir a meta desse ano: 2,1 milhões de barris médios.

Fonte: NN A Mídia do Petróleo
No site do NN - A Mídia do Petróleo você acompanha as notícias do setor em tempo real.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Jornalistas e parlamentares discutem liberdade de expressão

Foi discutida ontem na Câmara dos Deputados, em Brasília, com a presença de parlamentares, jornalistas, acadêmicos e representantes do governo, a 6º Conferência Legislativa sobre Liberdade de Expressão. O evento foi promovido pelo Instituto Palavra Aberta, que reúne entidades como a Associação Nacional de Jornais (ANJ), a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) e a Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner). Um dos temas abordados foi a internet.

 Presente no evento, o jornalista Fernando Rodrigues, que é colunista do jornal "Folha de S.Paulo" e presidente da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), disse que, no Brasil, a liberdade de expressão não é encarada como princípio basilar da democracia. Ele citou a inexistência de uma lei ampla de acesso a informações públicas - um projeto está em discussão no Senado .

O diretor de Conteúdo do jornal "O Estado de S. Paulo", Ricardo Gandour, criticou a censura judicial, fazendo referência à proibição, que já dura dois anos, de que o Estadão publique notícias sobre a Operação Boi Barrica, da Polícia Federal, que investigou o empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Gandour afirmou que há quem não veja problema em haver no país "um pouquinho" de censura, como forma de proteger setores da sociedade. Para ele, porém, o raciocínio é "perigosíssimo", pois poderia levar à tolerância com "um pouquinho de mentira ou de tortura".

Regulamentação


Em audiência pública na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados, realizada em março, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, afirmou que o projeto para um marco regulatório do setor "se centrará em modernizar a legislação defasada e regulamentar os artigos da Constituição que tratam da comunicação".

terça-feira, 23 de agosto de 2011

A equipe do NN - A Mídia do Petróleo realizou a cobertura diária do ENAEX, 2011. Como destaque  temos a entrevista com o presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, que falou sobre a importância do Encontro Nacional de Comércio Exterior 2011 -  (ENAEX) , sobre a nova política industrial e a crise dos EUA. Confira aqui a entrevista na íntegra:



1) Nos dias 18 e 19 será realizado, no Rio de Janeiro, o ENAEX 2011. Qual a importância desse encontro para o comércio exterior brasileiro e as expectativas para a edição desse ano?

O ENAEXé o mais tradicional e o maior evento de comércio exterior do Brasil. A primeira edição foi organizada em 1971, dois anos apenas após a Constituição da AEB – Associação de Comércio Exterior do Brasil, e agora em 2011 nós estamos organizando a 30º edição do Enaex.

A importância dele pode ser medida pelo número de inscritos. Por exemplo, nesse ano de 2011, até hoje (17/08), temos 2.400 inscritos para o ENAEX, o que demonstra a importância do evento, das empresas, do próprio governo, ou seja, mostra a oportunidade de ter frente a frente o setor privado com o setor governamental na busca de soluções para o comércio exterior brasileiro. É um evento que permite a troca de informações, de idéias ou mesmo anúncio de sugestões no comércio exterior brasileiro.

2) Recentemente, o governo da presidente Dilma Rousseff lançou o Plano Brasil Maior que, entre outras medidas, cria políticas para o comércio exterior. Qual a sua opinião sobre o plano e como ele irá interferir no setor?

Um plano de boas intenções, mas com um alcance muito pequeno, ou seja, insuficiente para resolver os grandes problemas que nós temos hoje no comércio exterior brasileiro. Na verdade, esse plano deveria abrir maior possibilidade para as empresas brasileiras terem condições de competir no mercado externo em produtos manufaturados, mas infelizmente as medidas têm um alcance muito pequeno, porque elas atuam em áreas teoricamente sem forma para você competir no exterior, mas como disse o impacto é muito pequeno.

Nós temos uma defasagem cambial muito grande e essa defasagem só aumenta porque, quando a taxa de câmbio não sobe e os custos do mercado interno em reais crescem, essa defasagem só vai aumentando, então o Plano é um conjunto de boas intenções, mas completamente insuficiente para resolver um pequeno problema do comércio exterior brasileiro.

3)  Muito se fala no Brasil sobre os gargalos que atingem o setor de infraestrutura do país. Portos e aeroportos estão incluídos nessa discussão. Qual a avaliação do senhor com relação aos problemas que afetam as operações de comércio exterior do país?

O Brasil é um país que exporta 96% de via marítima, ou seja, nossa principal saída de produtos importados é pelo mar. Deveríamos ter excelentes portos, mas não temos  uma alternativa “B”, nossa alternativa é só “A”. Nós exportamos commodities que são produtos pesados, que somente são exportados via marítima, então nós deveríamos ter ótimos portos. Na realidade é bem diferente. Claro que houve uma melhoria em relação aos anos 90, mas ainda estamos longe de ser aqueles portos que podem ser utilizados como exemplo, então nosso grande gargalo ainda continua sendo os portos. Sugestão é que a estrutura fosse privatizada para operações portuárias, porque o setor privado tem muito mais agilidade e mesmo competência para realizar operações nessas áreas, mas infelizmente não é o que nós verificamos na prática hoje.

Aeroportos é a mesma coisa, ainda se pode utilizá-los para produtos de alto valor específico, mas nós estamos acompanhando hoje que os aeroportos têm grandes gargalos tanto na área de turismo, de passageiros, como no de cargas também. Esse é um grande problema que nós temos que solucionar, porque não adianta falar que vamos crescer, se nós não temos muitas vezes como colocar mercadoria no exterior. Então nós vendemos um produto, mas com uma competitividade muito baixa.

4) Os mercados globais têm passado por complicações que muitos definem como nova crise, motivada, recentemente, pelo rebaixamento da nota de crédito dos EUA. Nesse cenário, bolsas de todo o mundo têm sofrido quedas acentuadas e, no Brasil, o real se valoriza frente ao dólar. Como esse panorama impacta no setor de comércio exterior do país?


Na verdade esse panorama enfraquece a indústria nacional, porque o real valorizado faz com que seja muito barato importar e é exatamente o que nós estamos vendo hoje. Com a taxa de câmbio hoje muito baixa as importações crescem muito fortemente. Nós estamos acompanhando hoje o processo ainda localizado e não generalizado de desindustrialização, ou seja, as próprias indústrias estão começando a importar os produtos que eram fabricados no Brasil. Esse é o grande problema.

A crise gerada pelo rebaixamento da nota de crédito dos Estados Unidos é apenas um retrato.  A crise já está aparecendo na Europa de forma muito mais clara. A China procura esconder a crise interna do país, mas ela existe. Então existe uma crise que está dando todos os sinais que vai aparecer. A dúvida é qual a intensidade dessa e quando de fato ela vai se estabelecer. Hoje o mundo ainda continua muito líquido, e essa excessiva liquidez  faz com que a crise seja encolhida, mas na realidade tudo indica que vamos ter uma crise forte, duradoura, que vai atingir a indústria brasileira e, infelizmente, nós fazemos parte do modelo econômico. Certamente o Brasil será atingido.

5) Um dos setores que mais cresce no país é o de petróleo. Com o desenvolvimento dessa indústria, aumenta também o intercâmbio com empresas internacionais, que vêm investir no Brasil, especialmente motivadas pelo pré-sal. Qual a representatividade desse setor na realidade atual do comércio exterior brasileiro?

Esse é um setor importante em todas as áreas. Na área de comércio exterior brasileiro, ele tem um peso relativo negativo, porque basicamente está concentrado nas exportações de petróleo bruto. A exportação de gasolina é pequena, a exportação de óleo combustível é menor do que a de gasolina. Na verdade, ele se resume à exportação de óleo combustível e na de petróleo. Em termos de valor ele representa o conjunto de petróleo derivado em torno de 10% das exportações brasileiras. É muito, mas gostaríamos que fosse maior principalmente na exportação de produtos manufaturados.

Com a entrada em operação do pré-sal, que se imagina que vai ocorrer em 2016 ou 2018, se não houver atraso, a tendência é esse setor tenha um peso seja muito maior na balança comercial brasileira. É um setor importante principalmente no momento que a cotação de petróleo está num patamar muito elevado. O que tem que se deixar claro é que, se aumentar muito a produção dos países produtores de petróleo, a tendência natural é que se tenha uma queda nos preços, pois a oferta ficará maior que a demanda.

Leia  também a cobertura completa do NN - A Mídia do Petróleo ao ENAEX 2011

Fonte: NN - A Mídia do Petróleo.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Governo do Rio rejeita porto da Petrobras

Semana passada, a reportagem do NN conversou com o presidente da Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP), Wilen Manteli, sobre a inclinação do setor portuária à utilização de terminais privados. Hoje, o Estadão traz uma notícia sobre o veto do Governo do Rio à implantação de um porto exclusivo para Petrobras naquele estado. 

Fonte: Estadão, Economia - Sergio Torres e Glauber Gonçalves

A Petrobrás teve rejeitado pelo governo do Estado do Rio o projeto de construir um porto exclusivo na Baía de Sepetiba para o apoio às operações do pré-sal na Bacia de Santos. O argumento apresentado para o veto é o de que a região está saturada de grandes empreendimentos industriais e portuários. A falta de portos apropriados na costa fluminense é um dos obstáculos à atuação da Petrobrás nas bacias petrolíferas de Santos e de Campos (RJ). Os seis portos fluminenses estão congestionados ou são inadequados à atividade petrolífera.

A Petrobrás tem um terreno às margens da baía, de 10 milhões de metros quadrados, mas, a contragosto, terá que dividir o cais a ser construído com a siderúrgica Gerdau e a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). A partilha com as siderúrgicas foi a condição da Secretaria de Desenvolvimento Econômico para autorizar o porto pleiteado pela Petrobrás, que previa investir US$ 2,7 bilhões em um terminal de líquidos, criando 26 mil empregos diretos e indiretos. A expectativa era de movimentação de 600 embarcações por mês em apoio ao offshore de Santos.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

ANP pode multar oito empresas em R$ 30 milhões por falta de contéudo local

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) informou ontem que, fora a Petrobras, multada em R$ 29,196 milhões por não cumprir integralmente a norma de conteúdo local em 44 blocos da quinta e sexta rodadas de licitação, outras oito empresas podem sofrer com o mesmo problema. Juntas, as companhias podem ser multadas em aproximadamente R$ 30 milhões, referentes a 29 blocos. De acordo com a agência reguladora, o valor poderá ser alterado porque as empresas ainda estão apresentando defesa junto à ANP.

Segundo o novo diretor do órgão, Florival Rodrigues, a ANP está fechando as próximas notificações, para que se inicie todo o processo de cobrança das multas, assim que as empresas sejam comunicadas. As companhias envolvidas nas quinta e sexta rodadas foram a Shell, Maersk, Sonangol Starfish, Partex, Petrogal, Aurizônia, Quantra e PetroSynergy. "Todas que participaram da quinta e sexta rodadas têm problemas de conteúdo local", disse Florival, sobre o fato de as empresas terem dado, à época, lances com alto percentual de conteúdo local para arrematarem seus blocos.

Visando capacitar os fornecedores na compreensão da metodologia de cálculo e certificação de conteúdo local, atendendo a Resolução ANP n° 36 de 13.11.2007, o Centro de Treinamento do NN (CTNN) realiza hoje o Workshop Conteúdo Local. Acompanhe o NN diariamente e aguarde, em breve, a próxima edição do evento!

Fonte: NN Redação. Leia mais

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Cobertura do NN no Pre-Salt & DeepWater Brazil Fórum 2011

Mais uma vez presente em um evento específico da indústria brasileira de petróleo,  Rodrigo Leitão, jornalista do NN foi acompanhar os debates no Pre-Salt & DeepWater Brazil Fórum 2011. Nos últimos dias, o conteúdo local na indústria do petróleo - mínimo de participação de empresas brasileiras na cadeia de produção -   está sendo avidamente debatido. A Petrobras foi multada pela ANP ao descumprir a regra, o Grupo Estado, promotor de uma fórum sobre pré-sal, acusou o conteúdo local de ser um gargalo na indústria, atraso em compras importadas comprometem o planejamento de investimentos da Petrobras...Bom, entre tantos pontos de vista cabe a você tirar suas próprias conclusões. Só não fique desinformado e não esqueça que amanhã, sexta-feira (19/08), será realizado no Centro de Treinamento do NN (CTNN) o Workshop Conteúdo Local. Veja o convite e participe.

Logística e Conteúdo Local são desafios para as petroleiras
Fonte: NN - Rodrigo Leitão - Cobertura Pre-Salt & DeepWater Brazil Fórum 2011.

Está sendo realizado, entre os dias 16 e 18 de agosto, no Centro de Convenções SulAmérica, no Rio de Janeiro, o Pre-Salt & DeepWater Brazil Fórum 2011. No debate de ontem, os executivos abordaram quais são as desafios  que as petroleiras estão enfrentando na logística e no conteúdo local. O gerente jurídico da Devon Energy do Brasil e autor do livro A História do Petróleo, Humberto Quintas, mostrou que na rodada de licitação número 6, as penalidades funcionavam em um sistema de On-Off (ligado ou desligado), ou seja, a companhia que tivesse seu conteúdo menor que 80% era considerada como se tivesse 0% de conteúdo local, e nas que tinham mais que 80% o serviço era considerado ideal.

A partir da rodada 7, as penalidades começaram a ser variadas de acordo com a porcentagem que a companhia apresentasse. Segundo Humberto, um dos desafios da indústria está na tabela de previsão de quanto ela vai contratar de conteúdo local.  Presente também no evento, Miltin Franke, diretor de planejamento da HRT, falou sobre as dificuldades da companhia na Bacia de Solimões. “Logística e conteúdo local são um problema em Solimões, devido à precariedade da região, mas estamos trabalhando forte”, disse o executivo.

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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Petróleo está fora de política industrial

A Petrobras terá de tocar seu plano de investimento de USD 224,7 bilhões nos próximos cinco anos sem contar com o apoio de uma política industrial específica para o setor de petróleo e gás. O plano de negócios da empresa é chamado pelo presidente da companhia, José Sergio Gabrielli, de "Plano Marshall" para o pré-sal. O Marshall original foi um programa dos Estados Unidos para auxiliar a Europa após a Segunda Guerra Mundial. Apesar das promessas, até hoje o governo federal não definiu uma política industrial para o setor.

De acordo com a Organização Nacional da Indústria do Petróleo, se não houver o engajamento das empresas brasileiras, haverá menos 1,5 milhão de empregos no setor. A Petrobras aguarda o anúncio de uma política industrial capaz de ajudá-la a alcançar o conteúido nacional nos equipamentos que serão contratados no brasil para exploração e produção. Apesar de considerar fundamental para o país, Gabrielli preferiu não polemizar. Disse ontem, em evento em São Paulo, que o governo federal "está preocupado" e vai propor um projeto voltado exclusivamente ao setor.

Na próxima sexta-feira (19/08) será realizado no Centro de Treinamento do NN (CTNN) o Workshop Conteúdo Local. Veja o convite e participe.

Fonte: Folha, Mercado - Agnaldo Brito

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Para um jornalismo com princípios

No último dia 9 as Organizações Globo produziram uma Carta de Princípios. O documento visa a orientar todos os seus três mil jornalistas quanto ao exercício da profissão. Neste, o jornalismo se define como um conjunto de atividades que, seguindo certas regras e princípios, produz um primeiro conhecimento sobre fatos e pessoas. No texto estão relacionados os atributos imprescindíveis à informação de qualidade, além da forma como este profissional deve se relacionar com o público, com as suas fontes, com os colegas e o veículo de trabalho.

A apreensão da realidade, a isenção do jornalista, questões éticas voltam à tona quando a “Era Digital” democratiza e confere maior alcance a informação. O direito à privacidade não deve ser burlado, as fontes devem estar aptas para falar a respeito do que são questionadas e os gostos pessoais e preconceitos não podem influenciar na notícia. É fundamental um esforço constante de avaliação daquele que busca a notícia, uma vez que a fronteira entre o público e o privado sempre foi tênue e perigosa.  No entanto, tais quesitos serão sempre abarcados conforme a opinião de cada veículo, que insere ali a sua ótica mediante crenças previamente estabelecidas.

O documento gerou grande polêmica entre os profissionais da imprensa nos fóruns de discussões na internet e a confusão aumenta quando não se sabe mais quem é ou quem não é jornalista e quando não existe mais a obrigatoriedade do diploma para se exercer a profissão. Segundo os donos das Organizações Globo, a Carta de Princípios não é propriamente um manual, mas um meio de enfatizar e balizar os procedimentos jornalísticos do grupo numa época em que a internet dá voz a diversos autores. Independente do veículo a que pertence é notório que todo jornalista deve se aproximar da realidade da forma mais assertiva possível. Para além de conhecimentos técnicos de apuração e realização dos textos jornalísticos, a publicação deste texto reforça o fato de que é a ética que deve estar acima de todas as questões.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

A Certificação de Conteúdo Local no cenário atual

A comprovação de conteúdo local está sendo cada vez mais exigida pelo mercado de petróleo. Como resultado desse cenário, a 11ª Rodada de Licitações de Blocos Exploratórios, a ser realizada pela ANP no segundo semestre deste ano, irá reunir, certamente, as empresas provedoras de serviços e equipamentos em projetos de óleo e gás que comprovem, efetivamente, a participação da indústria nacional de bens e serviços, atendendo, assim, às exigências da Certificação de Conteúdo Local – ANP 36/2007.

A SGS do Brasil, acreditada desde 2010 pela ANP, atende à resolução 36/2007 em todas as áreas de atividades envolvidas na certificação. A SGS é líder em serviços de inspeções, verificações, comissionamento, testes e certificações, e está presente no Brasil desde 1938, com mais de 20 escritórios e 15 laboratórios nas principais cidades e portos do Brasil, com clientes de renome, como Petrobras, Braskem, Odebrecht, MPX e Vale. Veja o convite e participe

O Centro de Treinamento do NN (CTNN) promove, na próxima sexta-feira (19/08), o Workshop Conteúdo Local, ministrado pela especialista da SGS do Brasil, Thereza Moreira.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

O boom do jornal impresso


Sempre que um novo meio de comunicação aparece, automaticamente decreta-se o fim de um tipo de mídia anterior. Foi assim quando o império das comunicações era ditado pelos jornais impressos e se viu ameaçado pela chegada de um novo tipo de meio – o rádio. Até então, a tendência era saber das notícias com no mínimo dois ou três dias de distância do acontecimento. Com a chegada da internet e logo depois com as mídias sociais, os jovens com certeza iam aderir a tecnologia, e com o tempo o jornal impresso iria sumir das bancas nas esquinas de nossas casas. Mas semana passada, uma pesquisa mostrou que não é bem assim.

Segundo o Instituo Verificador de Circulação (IVC), no primeiro semestre de 2011 a circulação auditada de jornais no Brasil foi recorde: 4,4 milhões de exemplares diários.  O jornal de maior circulação no país é a Folha de S.Paulo, que registrou alta de 5% no período e publica em média 306 mil exemplares por dia.  Na sequência aparecem o jornal Super Notícia (302 mil), O Globo (264 mil), O Estado de S.Paulo (253 mil) e o Extra (236 mil). Considerando também os jornais não auditados (o Brasil tem 652 jornais diários), a estimativa é que sejam mais de 8 milhões de exemplares de jornal por dia.

Como se estima que cada jornal é lido por cerca de quatro pessoas, são mais de 32 milhões de leitores diários no Brasil. De 2004 ao primeiro semestre de 2011, a circulação de jornais cresceu 32,7%. No relatório divulgado, foi considerada toda a circulação paga verificada pelo Instituto. O órgão sem fins lucrativos fornece dados sobre tráfego na internet e circulação de meios impressos. É formado por anunciantes, agências de propaganda e editores. Diários com preço de capa até 99 centavos foram os que mais venderam, com aumento de 12,9%. Em seguida, com 5,1%, cresceu a venda de exemplares avulsos. Além disso, as assinaturas de jornais também foram valorizadas em cerca de 3%.

Fonte: Redação NN - Rodrigo Leitão

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

11 anos de NN - A Mídia do Petróleo

A 5X Petróleo dessa semana é com o editor-chefe do NN - A Mídia do Petróleo, Gilberto Castro, que fala sobre o aniversário de 11 anos do veículo e sobre as expectativas para o futuro do portal e do setor em que atua.

1X) Neste dia 10 de agosto, o NN – A Mídia do Petróleo completou 11 anos. Qual a importância dessa data para a empresa?
Nesse período de tempo, nosso jornal consolidou-se como referência no mercado de óleo & gás. Hoje é o veículo básico para o profissional dessa indústria que queira estar bem informado sobre acontecimentos e tendências, no Brasil e no mundo. Comemorar 11 anos de existência demonstra que acertamos na receita. Nossa ideia é colecionar diariamente as notícias que realmente afetam o cotidiano das pessoas que influenciam e norteiam essa indústria, em posição de gerência ou na área técnica.

2X) Este ano, o NN passou por uma mudança, tanto de identidade quanto de estrutura do site. Como está sendo essa nova realidade?

Iniciamos o jornal como um veículo interno para disseminação da "cultura" petrolífera entre nossos funcionários. Logo a divulgação ampliou-se com a solicitação de nossos clientes da área de Logística para que também fossem incluídos na listagem de envio. Nesse momento o jornal era denominado Nicomex Notícias. Hoje, com divulgação ampla para mais de 30 mil leitores, consideramos que já é um veículo jornalístico com folego próprio. A alteração do nome para NN - A Mídia do Petróleo simboliza esse reconhecimento de independência.

3X) A cada dia percebemos o avanço das mídias digitais e, a reboque, a adequação de grandes veículos ao que esse espaço pode oferecer. Frente aos seus maiores concorrentes, o NN se posiciona como um veículo segmentado voltado, exclusivamente, para a internet. De que forma o senhor acha que o NN pode se aproveitar da grande rede para se desenvolver?
Estamos atentos a esse movimento do mercado. O uso das mídias sociais para atração de novos leitores e fidelização dos mesmos é fundamental. As mídias eletrônicas trazem uma revolução no jornalismo como nunca imaginamos. Sua democratização através das mídias sociais acentua essa realidade. O jornalismo está se reinventando. O NN está atento a esses movimentos e queremos estar na ponta com o aproveitamento dos novos recursos eletrônicos.

4X) O NN lida, diariamente, e essencialmente, com o setor petrolífero, mercado que está em alta no país. Na sua opinião, há muito campo para que essa indústria evolua mais ainda, gerando, assim, interesse por informações específicas?
No Brasil, é uma indústria ainda jovem e com muito campo para evolução. No mundo, é o centro dos grandes movimentos sócio-políticos, sejam acordos comerciais entre empresas ou nações e também, guerras. O petróleo é uma commodity muito sensível e sua cotação diária, algumas vezes com fortes oscilações, demonstra bem isso. O NN traz ao leitor todos esses movimentos e possibilita que conheçam bem o terreno sobre o qual tomarão suas decisões profissionais diárias.

5X) Como editor-chefe, quais destaques o senhor apontaria que deverão movimentar o setor petrolífero brasileiro e mundial, e, consequentemente, pautar o futuro da cobertura do NN – A Mídia do Petróleo?
Acredito que o desenvolvimento e otimização de todas as fontes de energia conhecidas pelo homem é fundamental para a continuidade de nossa existência no planeta. Todas, sejam esgotáveis e poluentes como a petrolífera ou renováveis e limpas, como a eólica, são necessárias e têm sua aplicação de excelência. Assim, em nosso NN, o leitor será constantemente informado, também, sobre energia atômica, bioenergia e outros. Todas essas energias estão, igualmente, em fase de descobertas de novas fontes e desenvolvimento de novas tecnologias.

Assim, não tenho dúvidas que teremos ainda muitas manchetes e assuntos para pautar nossas futuras edições. Nossos leitores podem ficar confiantes que divulgaremos tudo sobre a indústria de energia. Queremos comemorar outros 11 anos na lista de preferência do nosso público. Para isso vamos continuar trabalhando com profissionalismo, seriedade, integridade e inovação.
 

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Controle de qualidade é fundamental, mas precisa sacrificar importador?

Semana passada, postei uma entrevista concedida por Alberto Machado, diretor executivo de O&G da Abimaq, à coluna 5x Petróleo do portal NN, na qual o executivo tratou dos custos de importação de máquinas e equipamentos para o setor naval, além de perspectivas da indústria com a intensificação da prospecção no pré-sal brasileiro. Na mesma linha, hoje trago uma reportagem que trata de outra preocupação do importador: aumento dos custos de importação com a inclusão de mais uma etapa no fluxo aduaneiro.

Importadores temem demora com fiscalização do Inmetro.
Fonte: Folha, Mercado Aberto - Maria Cristina Frias.
A medida do governo que delega ao Inmetro a responsabilidade de fiscalizar a qualidade dos produtos importados preocupa os importadores do setor de máquinas. "Nós somos favoráveis, mas tememos que colocar mais uma fiscalização nos portos e aeroportos torne o processo de desembaraço aduaneiro mais moroso do que já é", diz Ennio Crispino, presidente da Abimei (associação dos importadores de máquinas e equipamentos).

Uma carga para ser liberada na alfândega demora atualmente de cinco a sete dias úteis, segundo Crispino. "A demora maior vai causar prejuízo para os empresários, tanto na linha de produção como nos custos de armazenagem", diz ele. "O instituto não deve ter contingente suficiente para estar em todas as entradas." A delegação de fiscalizar foi dada ao Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia), autarquia vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, na semana passada, dentro das medidas do Brasil Maior.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Navalshore movimenta setor naval

A retomada da cadeia produtiva naval é uma realidade que movimenta o País de ponta a ponta e já coloca a indústria nacional como uma das mais promissoras do mundo. Esse é o balanço da Navalshore 2011, que se encerrou na última sexta-feira (5/8), no Centro de Exposições SulAmérica, no Rio de Janeiro. Durante três dias, mais de 14.000 pessoas conheceram as novidades no segmento apresentadas por 350 empresas de 15 países e participaram de painéis e debates que discutiram o rumo do setor.  Além dos investimentos que se espalham pelo País, outro aspecto que comprova o bom momento da indústria naval é o fortalecimento das marcas que fazem parte da cadeia produtiva.

Expositores da Navalshore servem de exemplo: "É um mercado que se tornou muito atrativo tanto na área offshore como onshore", afirmou Alice Freire Lara, gerente de Marketing da Jaraguá Equipamentos Industriais. Outras referências de empresas estrangeiras que estão se expandindo no Brasil são a holandesa Damen Shipyards e a finlandesa Konecranes, que passaram os três dias da Navalshore em intensos encontros de negócios. Para a edição 2012 da feira, 50% dos expositores já renovaram a participação, segundo Barbara Nogueira, gerente da Navalshore.

Fonte: Redação NN

Leia mais sobre a cobertura do último dia da oitava edição da Navalshore no NN - A Mídia do Petróleo


sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Cooperação entre Brasil e Noruega agita mercado petrolífero

Nesta quinta-feira (04/08), a diretora da GIEK, Banco de financiamento de exportações da Noruega, Ulla Wangestad, falou sobre as Perspectivas de Financiamento e Garantias aos Fornecedores Noruegueses e apresentou, em sua palestra na feira Navalshore, no Rio de Janeiro, alguns pontos importantes de cooperação entre Brasil e a Noruega.

O GIEK tem seu braço preso ao governo, mas a diretora fez questão de salientar que o banco tem USD 25 bilhões independentes em caixa. Um dos objetivos do banco é promover as exportações norueguesas e buscar especialmente a cooperação entre os dois países, para uma troca de experiências e tecnologia a longo prazo. Segundo a diretora, o GIEK trabalha com garantias para o setor marítimo.

“Toda máquina ou equipamento para o setor de petróleo, onde temos 80% do nosso portfólio, têm que ter 30% de conteúdo norueguês. No Brasil, trabalhamos com 28 sondas de perfuração e nas plataformas”. De acordo com Ulla, o banco financia vários tipos de embarcações para o Brasil, dentre elas navios de perfuração, submarina e de construção. Em seu discurso final, a diretora do GIEK, disse que o banco tem uma parceria com a Petrobras de USD 1 bilhão de dólares, onde só um terço dessa garantia foi coberta. “A Petrobras é muito importante para nós”, completou

Fonte: Rodrigo Leitão - NN A Mídia do Petróleo - Cobertura Naval Shore 2011

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Cobertura NN na Navalshore 2011

Matheus Franco, jornalista do portal NN - A Mídia do Petróleo, esteve na abertura da feira de negócios Navalshore 2011. A cobertura rendeu uma série de matérias, mas aqui preferi destacar as expectativas do setor para os próximos anos. A feira começou em uma semana onde o novo pacote de medidas do Executivo Federal para a indústria brasileira, além do Plano de Negócios da Petrobras para o próximo quadriênio seguem em pauta na mídia e, como vocês podem conferir, o otimismo do setor se reflete na fala dos executivos. Segue a matéria na íntegra:

Setor naval comemora Plano da Petrobras e nova política industrial

FONTE: Redação NN - Matheus Franco
Primeiro a receber a palavra, após a abertura oficial da Navalshore 2011, feita pelo representante da empresa organizadora da feira, Michael Duck, o presidente da Associação Brasileira das Empresas do Setor Naval e Offshore (ABENAV), Augusto Mendonça, destacou a importância do evento, ressaltando que ele acontece em meio a dois anúncios recentes de grande valia para o país: o novo Plano de Negócios da Petrobras e Plano Brasil Maior. Sobre o plano da Petrobras que abrange o período de 2011 a 2015, Mendonça comemora o fato de que a decisão da estatal, de aumentar a produção em 2020 de 4,5 milhões de barris/dia para 6,5 milhões de barris/dia, traz um acréscimo significativo de encomendas para os próximos dez anos.

Abertura Navalshore 2011 
“Trabalhávamos com um potencial de mercado de USD 150 bilhões para esse período e isso certamente irá crescer”, comemora o presidente da ABNAV. Segundo ele, em números fornecidos pela Petrobras, há a promessa de 105 novas plataformas, entre exploração e produção. Isso, na conta da associação, configura uma demanda de mais de 550 barcos de apoio e de 90 a 100 navios que deverão ser construídos no espaço de abrangência do Plano de Negócios da Petrobras. Lançado nesta terça-feira (02/08), pela presidente Dilma Rousseff, o Plano Brasil Maior, nova política industrial brasileira, também foi lembrado por Augusto Mendonça como propulsor do desenvolvimento do setor naval. O presidente da ABENAV afirmou ainda, que ouviu da presidente Dilma, ao lado do presidente do Sinaval, Ariovaldo Rocha, que o setor de navipeças ainda irá receber mais incentivos.


quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Entrevista com Alberto Machado, diretor executivo de O&G da Abimaq


A 5X Petróleo dessa semana é com o diretor executivo de O&G da Abimaq, Alberto Machado, que fala sobre a taxação de uma série de itens importados usados pelos estaleiros na construções de plataformas e sobre as perspecitvas dos fornecedores locais à curto e médio prazo com o pré-sal.

1) A indústria naval e offshore vem defendendo junto ao governo a taxação de uma série de itens importados usados pelos estaleiros na construção de plataformas de petróleo. Qual o maior entrave hoje para que os estaleiros utilizem mais a tecnologia nacional?


O maior entrave é a falta de competitividade da indústria nacional, que é decorrência de fatores como a taxa de câmbio, taxas de juros, tributos, infra-estrutura precária, entre outros, os quais estão completamente fora do poder de decisão da indústria. Devido aos fatores citados, aliados a outros de origens variadas, como o custo da matéria prima, ociosidade em outros países, concorrência desleal (quando em alguns casos o produto acabado consegue chegar ao Brasil a preços inferiores ao de nossa matéria-prima), grande parte dos componentes de navios e plataformas estão sendo importados. O principal problema não é tecnologia, pois para mais de 70% dos componentes de um navio nossa indústria já tem condições ou potencial para atender.
 
2) Qual a perspectiva a curto e médio prazo para os fornecedores nacionais com os investimentos da Petrobras na camada pré-sal?


Depende das medidas a serem adotadas pelo governo. A continuar esse cenário de desindustrialização dos setores industriais de alto valor agregado, podemos até crescer em valores absolutos, pois os investimentos são de grande vulto, mas certamente perderemos em participação relativa. Deixaremos de aproveitar o enorme potencial de negócios decorrentes do pré-sal para desenvolver a indústria nacional de maneira eficiente e sustentável.

3) A questão da capacitação da indústria nacional e da sua mão de obra pode ser considerara um gargalo para o setor petrolífero?

Não acredito que seja um gargalo intransponível, pois os investimentos são de longa maturação e, se houver um planejamento adequado, o gargalo pode ser minimizado na medida em que as encomendas forem sendo colocadas. O empresário não consegue investir se não consegue enxergar perspectivas de negócios concretos, se não investir não contrata e se não contratar não motiva o treinamento.

4) O Brasil ainda importa muita tecnologia, apesar de todo o seu potencial, mas o cenário está mudando com a instalação de empresas estrangeiras no país. Como o Sr. vê a criação de  novos centros de pesquisas no país, especialmente o Cenpes?
É o caminho correto, fundamental e, com a demanda que estamos gerando, podemos usar o poder de compra do país para trazer para cá centros de tecnologia de empresas estrangeiras e estimular também o desenvolvimento dos centros nas empresas locais. É importante ressaltar que quando uma empresa de origem estrangeira ou nacional desenvolve pesquisa aqui, emprega técnicos e cientistas brasileiros que, certamente,  reterão esse conhecimento no país.

5) A indústria brasileira de máquinas e equipamentos acumulou faturamento de R$ 38,08 bilhões no primeiro semestre, marcando um crescimento de 7,9% em relação ao mesmo período de 2010. Qual a contribuição do setor petrolífero para esse resultado?

Inicialmente gostaria de esclarecer que esse crescimento foi relativo ao ano de 2010, mas ainda está aquém da posição alcançada no início de 2008, período que antecedeu a crise mundial.  Quanto à contribuição do setor petrolífero para esse resultado, apesar de não temos dados precisos, pois muitos itens entram como componentes e não é possível rastrear seu destino com precisão, estimo que, no caso dos bens de capital mecânicos entre 8 e 10% dos valores faturados destinaram-se ao setor de petróleo e gás, o que seria algo entre 3 e 4 bilhões de reais. Há potencial para, no mínimo, dobrar esse valor.
Fonte: NN Redação. Leia em

Governo "vitamina" plano de estímulo à indústria nacional

Depois de muitas idas e vindas e, ao menos, quatro reuniões entre os ministros Guido Mantega (Fazenda), Fernando Pimentel (Desenvolvimento) e Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia) entre sexta-feira e ontem, o governo anuncia hoje a segunda fase da política de desenvolvimento produtivo. Batizada de Plano Brasil Maior, contém medidas que foram vitaminadas de última hora para tentar, efetivamente, ampliar a competitividade do setor produtivo nacional. Está, inclusive, programada uma audiência  da presidente Dilma Rousseff com sindicalistas e empresários antes do anúncio ao público, na qual serão apresentados os principais pontos da Medida Provisória (MP) que detalha o plano.

O rol é extenso e vai desde a regulamentação da lei que trata de compras governamentais com extensão para o setor da saúde até pontos mais polêmicos como a instituição de regimes especiais para a desoneração da produção e dos processos de inovação. A divergência quanto ao pacote de medidas da chamada política industrial evidencia o desalinhamento entre Pimentel e Mantega. Prometido desde que a presidente Dilma assumiu o governo, em janeiro, o programa tornou-se foco da discordância entre os dois. Limitado pela necessidade imposta pelo ajuste fiscal e pela política de combate à inflação, a política industrial deverá confirmar-se, para interlocutores do prório governo, mais um arrazoado de boas intenções do que uma arma realmente eficaz de competitividade.

Fonte: Brasil Econômico, Brasil - Ricardo Rego Monteiro, Simone Calvalcanti


No dia 19 de agosto será realizado no CTNN o Workshop Conteúdo Local.
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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Petrobrás quer se tornar a maior produtora de etanol do País até 2015

A Petrobrás pretende assumir, a partir de 2015, a posição de maior produtora de etanol do Brasil. Segundo o presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli, a estratégia é elevar a participação da empresa no mercado nacional do combustível para 12% nestes quatro anos. "No ano passado, 51% do mercado brasileiro de combustíveis era de etanol. Como é que a maior produtora de gasolina vai ficar longe desse mercado?", disse Gabrielli. "Temos de aumentar a produção de todos os combustíveis, e por isso estamos fazendo aquisições de plantas de etanol", completou.

Atualmente, a Petrobrás detém 5,3% de participação no mercado de etanol, e atua em parceria com empresas como Guarani, São Martinho e Total. A Raízen (joint venture entre a Cosan e a Shell), líder de mercado, tem uma fatia de 7%. O plano de investimentos da estatal, aprovado na semana passada, prevê investimentos de US$ 4,1 bilhões em biocombustíveis, dos quais US$ 1,9 bilhão serão voltados para a produção de etanol, via aquisição de participações em usinas e construção de novas plantas. 
Fonte:   Estadão, Negócios - Eduardo Rodrigues

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Leia mais no NN sobre as pretensões da Petrobras em etanol.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Competitividade e qualificação são os desafios para o pré-sal


O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, participou ontem na Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), da abertura do ciclo de palestras do Seminário "Qualificar e Competir: Petróleo & Gás Natural ". O presidente fez a apresentação do Plano de Negócios 2011-2015 e falou sobre a necessidade de capacitação da indústria e da mão-de-obra do setor de óleo e gás. Em sua apresentação, Gabrielli estimulou os empresários a pensar no longo prazo e visar a competitividade internacional da cadeia produtiva. "O futuro do mundo está em águas profundas. Agora está no Brasil, mas pode ser que daqui a algum tempo esteja na África, no Ártico, ou em outros lugares”, disse.

De acordo com o vice-presidente da Firjan, Raul Sanson, lá fora os números não estão tão firmes. “É preciso, tirar todo o proveito possível dessa parcela de investimentos para tentar agregar o máximo de conteúdo local e movimentar essa vasta cadeia produtiva, que gera muitos empregos no pais” . No evento, Gabrielli também mencionou diversas iniciativas que já proporcionam o desenvolvimento do conhecimento e da pesquisa em tecnologia (Redes Temáticas), da cadeia de fornecedores (Progredir) e da capacitação de profissionais (Prominp).  O presidente falou ainda sobre a necessidade de uma parceria entre os diferentes atores da indústria do petróleo e gás. “Se passarmos para uma fase de crescimento de curva de aprendizado, com o estágio atual do conhecimento, ao mesmo tempo em que adicionarmos novas tecnologias, daremos um salto. O futuro do petróleo no mundo está em águas profundas.”

Fonte: Redação NN
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quinta-feira, 28 de julho de 2011

PROMOÇÃO NN - A MÍDIA DO PETRÓLEO

O portal NN - A Mídia do Petróleo está sorteando o livro INSTRUMENTAÇÃO INDUSTRIAL - 3ª Edição. O volume traz informações sobre as principais variáveis dos sistemas e tecnologias utilizadas em Instrumentação, Automação, Controle e Segurança de Processos Industriais.

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quarta-feira, 27 de julho de 2011

Faperj lança edital contra déficit de engenheiros

A Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa (Faperj) entrega nesta quarta-feira (27) os termos de outorga dos recursos de três editais: Apoio às Engenharias, Apoio à Inovação Tecnológica e Apoio ao Desenvolvimento do Design em Empresas Sediadas no Estado do Rio de Janeiro. Os recursos dos três editais somam R$ 21,2 milhões. O incentivo, primeira ação da Faperj na área de qualificação profissional, vem no momento em que o país vive um problema de falta de mao de obra, especialmente em Engenharia. O edital de Apoio às Engenharias visa dotar as instituições de ensino e pesquisa do Estado de melhores condições técnicas e de infraestrutura para formação de recursos humanos em uma área que é estratégica, em virtude da Copa do Mundo, dos Jogos Olímpicos e dos investimentos que o Rio de Janeiro está recebendo.

Serão financiados 31 projetos de 13 instituições, com recursos de R$ 4 milhões. Em abril, o presidente do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Rio de Janeiro (CREA-RJ), Agostinho Guerreiro explicava, em entrevista à coluna 5 X Petróleo do NN: "Na verdade, a falta de engenheiros começou a se acentuar com o crescimento econômico do Brasil, porque nos anos 80 e 90, as chamadas décadas perdidas, pelos economistas, foi exatamente o contrário. Não havia emprego para engenheiros e as escolas estavam esvaziando", diz ele.
Fonte:  NN Redação
Leia mais no NN sobre o edital da Faperj.
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